quinta-feira, 29 de março de 2012

Novo CD

Amigo internauta,

Essa é minha última gravação. Nesse CD com obras de Jean Goldenbaum, sou o solista do Concerto "Ode to Friendship" para flauta, violão e orquestra, acompanhado da Wasa Sinfonietta (Vaasa, Finlândia) e do Concerto "May All Dictators Fall" para violão e grupo de violões, acompanhado pelo Grupo de Violões da UFU.

Para adquirir o CD, favor contactar Jean Goldenbaum no http://jeangoldenbaum.com. Em breve ele estará à venda também em lojas.

quarta-feira, 14 de março de 2012

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Sobre a proibição do DVD de Rafinha Bastos

Muitas pessoas estão questionando a "censura" ao DVD do Rafinha Bastos, e gostaria de dar minha opinião a respeito:

- Censura é a proibição de uma mensagem LEGAL, apenas por não manifestar a opinião da classe dominante. Se a mensagem é ilegal - por exemplo, se ela faz apologia ao uso de drogas -, não é censura, é aplicação da lei. Naturalmente é preciso haver um julgamento com amplo direito de defesa para que a lei se aplique.

- Infelizmente no Brasil já que não é possível aplicar a lei a todos os cidadãos, escolhem-se alguns pra "cristo". O Rafinha Bastos é a vidraça da vez. Espero que ele tenha boa pontaria ao fazer xixi.

- Ninguém deveria ter direitos constitucionais mais amplos apenas por ocupar uma profissão específica. A própria im(p)unidade parlamentar é questionável. Um humorista tem direitos e deveres IGUAIS a todo cidadão, nunca maiores ou piores.

- Se algo não poderia ser publicado num jornal, não deveria ser dito por um humorista. Ser "brincadeirinha" é irrelevante.

- No Brasil infelizmente se faz humor com um toque de bullying. Constranger uma pessoa não tem graça nenhuma. Fica especialmente pior quando se constrange justamente quem já é vítima de preconceito diariamente.

A APAE está certa em processar quem denigre os excepcionais. Acho especialmente correto porque ela representa pessoas que já sofrem preconceitos cotidianamente. Eles precisam de uma "celebridade" ajudando-os a serem aceitos na sociedade, ao invés de um engraçadinho se dando bem ao explorar preconceitos que a sociedade já deveria ter se livrado.

Lamento que mais uma vez a punição seja para o Rafinha Bastos, que admirava mais na época da "Página do Rafinha", quando ele ainda morava em Porto Alegre e se dedicava mais a paródias. É uma pena que ele tem uma coleção de processos injustos, entre eles de políticos e empresários que foram alvo das suas piadas no quadro "Proteste Já", mas essa da APAE não está entre eles.

Certamente o Rafinha Bastos vai sair melhor dessa.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Twitcam 1 - planejamento de carreira, nova edição obras para violão de Villa-Lobos

Amigo internauta,

Segue o link para a primeira twitcam que fiz, sobre Planejamento de Carreira e as novas edições das obras para violão de Heitor Villa-Lobos.




Twitcam 2 - Papel do Músico Erudito na Atualidade

Amigo internauta,

Segue twitcam que fiz em 19/01/12, sobre o Papel do Músico Erudito na Atualidade.

Para acompanhar as twitcams, me siga no www.twitter.com/alvaroguitar

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Gustav Leonhardt nos deixa

Amigo internauta,

Um grande músico, o cravista Gustav Leonhardt faleceu ontem, aos 83 anos. No fim do ano passado ele havia anunciado sua aposentadoria dos palcos.

Para quem não o conhece, segue uma pequena amostra:



Repouse em paz.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Caminhando para uma idiocracia



Amigo internauta,

Desde pelo menos os anos 1950 segue em curso um projeto de tornar a sociedade cada vez mais inculta e alienada. Esse processo têm sido intensificado especialmente no campo da educação e da produção cultural.

O filme "Idiocracia" retrata um futuro em quê a sociedade como um todo atingiu um nível de estupidez um pouquinho maior quê o de alguns cidadãos que já conhecemos atualmente.

No Brasil, o principal motor da idiotização da nossa sociedade é a TV. E estamos na ápice da temporada de bobagens.

Evite se tornar um idiota alienado. Desligue a TV, saia da sala, e leia algum livro ou pesquise na internet sobre um tema do seu interesse. A sociedade agradece.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Intolerância religiosa


Amigo internauta,

Toda religião põe entre um de seus pilares principais a criação de um "nós" (os quê tem a mesma crença) em oposição a um "eles" (os quê tem outro credo), e que "nós", os bons, abençoados, lindos e maravilhosos, temos direito a perseguir, maltratar, e destruir a vida "deles".

Entre os alvos preferidos, estão justamente aqueles que não têm religião. Cada vez mais ofensivos, alguns religiosos têm se utilizado inclusive de programas jornalísticos para incentivar a violência e a perseguição aos ateus.

Uma campanha da www.atea.org.br visa combater esse preconceito com uma campanha publicitária em ônibus de Porto Alegre e Santa Catarina. A mesma campanha foi impedida de circular em São Paulo. Uma das peças publicitárias pode ser vista acima.

Um dos pontos importantes da ATEA é pedir que os ateus, agnósticos e sem religião "saiam do armário". Para a associação, a falta de visibilidade desses grupos o tornam alvos fáceis da intolerância.

Concordo com essa posição da associação, e torno pública a opinião que várias pessoas próximas a mim já conhecem. Não tenho religião. Mais que isso, acredito que a religião deveria acabar, tanto pela criação de "nós"x"eles", quanto por ter também entre um de seus pilares que algumas pessoas são mais "abençoadas", "evoluídas", "próximas de deus", que outras - o quê permite não apenas criar uma hierarquia na sociedade, mas uma hierarquia criada por humanos mas justificada por divindades, portanto inquestionável, imutável e infalível.

Sobre minha posição religiosa propriamente dita, sou agnóstico. Acredito que o ser humano, em especial a mente humana, é incapaz de compreender o mundo metafísico. Quando tenta fazê-lo, cria mitos que tendem a afastar os humanos de possíveis divindades, porque as pessoas passam a discutir não as divindades em si, mas os mitos e, principalmente, todo o mecanismo de controle comportamental necessário para que os mitos pareçam fazer algum sentido.

Se você é agnóstico ou ateu, saia do armário e manifeste sua posição. Se você tem alguma religião, respeite quem tem uma opinião diferente.